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Deficiência Visual

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. Ou seja, o termo cegueira não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, engloba prejuízos dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

Classificação

Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida.

Segundo a OMS, a classificação das deficiências visuais de acordo com a classe de acuidade visual é a seguinte:

  • Normal - 20/12 a 20/25
  • Próximo do Normal - 20/30 a 20/60
  • Baixa Visão Moderada - 20/80 a 20/150
  • Baixa Visão Severa - 20/200 a 20/400
  • Baixa Visão Profunda - 20/500 a 20/1000
  • Próximo à Cegueira - 20/1200 a 20/2500
  • Cegueira Total - SPL (sem percepção de luz)

Dados Estatísticos

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis.

Causas

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

  • Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.
  • Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

Fatores de risco

  • Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário. Por exemplo: glaucoma.
  • Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual. Por exemplo: esclerose múltipla.
  • Senilidade. Por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.
  • Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.
  • Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo, durante o uso de solda elétrica).
  • Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e consequente acometimento visual.

Identificação

Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são: desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixo aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis.

Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

Diagnóstico

Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista, que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

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